segunda-feira, 25 de outubro de 2010

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Sobre o cabresto ...

Hoje no Brasil há de se ponderar sobre o "voto de cabresto" . No conceito original, ele ainda persiste nos rincões dos quatro cantos da Nação e migrou para os grandes centros urbanos , materializado nas figuras dos coronéis do asfalto e nos púlpitos das denominações religiosas hegemônicas.

Todavia, há um equívoco em carimbar de acabrestados aqueles votos de apoio à continuidade de projetos exitosos às vistas da população, seja de que lado for ! 

Essas escolhas passam por variáveis imensamente factíveis, que se resume à convergência de: 1) a preguiça à criticidade, a qual cria uma atmosfera de super-valorização de realizações eminentemente obrigatórias da gestão pública; 2) o fator "ovo da galinha" - a propagação estratégica desses feitos via ferramentas de comunicação amplamente consagradas ; 3) a consolidação de novos paradigmas na gestão pública, que incorporaram ao cotidiano burocrático habitual dos governos um instrumental voltado à apresentação de resultados objetivos em intervalos de tempo pré-determinados.

Desta feita, somos testemunhas oculares de um processo de reestruturação prática da governança na máquina pública que recebe o aval da população, refletido nos governos reeleitos e a notada sinalização majoritária de apoio à candidatura oficial ao Palácio do Planalto.

Não obstante, há de se pontuar as habituais distorções na operacionalização cotidiana de tudo isso, uma vez que por mais arrojados pareçam esses novos modelos, o "ranço" dos despudores consagrados na ação política, comprometem o êxito e maculam a avaliação positiva das inovações.