quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Não é à tôa ...

- Eu já te disse que sempre fui movido por alguma luta né ...

Pois bem, hoje eu entendi que mesmo quando a gente se sente tocado por alguma injusteza é na pele o lugar tocado, o papo transcende à melanina e vai proporcionado uma reflexãozinha sobre até que ponto a gente pode se incomodar com o penar alheio e nisso talvez esteja o cerne do amar ...

É ... uma assembléia sindical desperta isso ... ou talvez seja o que falta pra que atinemos nisso ... é bem verdade que levantar as mãos aprovando uma decisão não me fez estar mais ou menos sensível à causa alheia, entretanto sentir as coisas assim é o que faz a vida ter verdadeiro significado, já que os nossos interesses e quereres perdem sentido se eles não estão inseridos num lance bem maior, daí a necesidade ou a obrigação nossa em estar indefinidamente disposto a oferecer aquilo que ora anseamos.

No amor por exemplo, em uma relação em que se divide sonhos, carinhos, abraços, fluidos, canções ... oferecer é uma forma de se reverenciar a oportunidade de naquele momento sentir no peito aquilo que o mundo não vê, aquilo que a gente cultiva e leva para todo e sempre.

Portanto, um presente fora de hora ou qualquer outro gesto que surpreenda é pura celebração, é a mais genuína forma de retribuição às indeléveis marcas deixadas pela graça, encanto e doçura.

As minhas mão não tocam aquilo que me faz sorrir e ainda assim eu busco em traduzir em matéria o que sinto ...