domingo, 28 de outubro de 2007

Ovos de Pata


Hoje decidi começar a argumentação pelo título do texto ...

Naturalmente somos instigados a realizar em nossas vidas, realizar no sentido amplo da palavra sabe ... fazer da intenção algo concreto ... ação! E naturalmente colocar tudo que há em nós para a apreciação da natureza, e assim vamos vivendo ...


Entretanto, no decorrer dessa caminhada ... e com a perda da inocência e da genuína espontaneidade digna das nossas infâncias, vamos paulatinamente nos tornando seres mais tímidos, instrospectivos, "desespontâneos" e no fim das contas , aquilo que dá razão a nossa
existência enquano viventes ( a capacidade de realizar) se torna cada vez mais íntimo, ou compartilhado com seleto grupo de nossa afeição, e daí que não fazemos o menor esforço para
tornar pública a própria expressão !


Daí que me contaram a história dos ovos da pata, e bem ou mal isso norteia a minha atuação ...


Não se relaciona ao consumo da iguaria ... mas ao q premeia o seu nascimento e o paralelo feito com os ovos da galinha ...


Pois bem ...


O Ovo da Pata é reconhecidamente maior e mais nutritivo que o da galinha , no entanto a pata põe o seu rebento bem silenciosa ao contrário da prima que faz ecoar a sua feita de forma exemplar .

Não adiantará dedicarmos a nossa capacidade em prol de algo, se não tivermos a habilidade de externar , portanto meus caros , não hesitemos em fazê-lo !


quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Pressentimento

Ai, ardido peito!
Quem irá entender o teu segredo?
Quem irá pousar no teu destino?
E, depois, morrer do teu amor?
Ai, mas quem virá?
Me pergunto a toda hora
E a resposta é o silêncio
Que atravessa a madrugada...

Vem, meu novo amor
Vou deixar a casa aberta
Já escuto os teus passos
Procurando o meu abrigo;
Vem, que o sol raiou
Os jardins estão florindo
Tudo faz pressentimento
Que este é o tempo ansiado
De se ter felicidade.
Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho

terça-feira, 2 de outubro de 2007

espelho

Que besteira ...

qual é o mal que faz em não atingir a quem dedicamos a paixão
e qual é a obrigação de outrem em retribuir o nosso afeto ?!


friamente observando ... nenhuma !

Depois de tanto perder tempo com lamentações,
eu decidi não mais persistir ...

A insistência soa ridícula
a negativa foi tão cuidadosamente floreada para que não a sentíssemos ..
mas ainda ficamos a ruminar ...

ahhh é muito desperdício de força mental !

e tem mais ...

nem me venha com esperanças !!
não existem esperanças pra esse caso !

há tão somente a correspondência, ou não, da intenção !
Se por um lado existe a querência e do outro não, esperar-se-á o quê?!

nada !

O importante é seguir na própria estrada, cuidando bem dela, prezando por ela ...
quem decidir segui-la vai ter sossego!