quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Locomotiva


23h53min Trilha sonora inicial : Odara - Caetano Veloso

Compreendo perfeitamente a dinâmica vigente !

Há uns 2 anos ouvi de um renomado consultor corporativo que a minha geração será efetivamente aquela que terá a sua carreira forjada num ambiente já sujeito as intempéries da globalização, ou seja , esta “galera” está refém das mais diversas submissões demandadas pelos empregadores ou pelas metas pessoais estabelecidas ... quando esta ficha caiu eu fui analisar as minhas metas pessoais ... sinceramente vi que inexistiam ... salvo alguns sonhos de criança que tensionava realizá-los a mercê dos fortúnios que talvez o adquirissem ( escrever isso está me causando risadas !!)

Bem ... decidi ser pragmático e tentar fazer esse exame mais acurado da realidade ... não posso negar que fui estimulado a pensar nisso por conta da paixão ... isso mesmo .. da paixão ! ( mas isso é um capítulo que já ocupou outras postagens) Debruçado na minha viciosa rotina e envolvido pela paixão descobri o quão são válidas as metas e a persistência pelo atingimento delas, sem falar da reação ao atingí-las!
Mas a não-realização de alguma dessas feitas , talvez a que considerasse ser a locomotiva de todas as outras, me fez iniciar uma nova reflexão sobre as prioridades , a potencial convergência delas e a influência do ambiente externo sobre elas ...

Mesmo sem chegar a uma conclusão precisa , decidi primeiramente pôr em meu próprio peito as caldeiras da locomotiva de meu futuro.

Naturalmente por desconhecer uma nova estrada, as íngrimes e duras escarpas estão cheias de beleza , e tentar carregar consigo qualquer que seja a lenha para a locomotiva é tarefa hercúlea ... mas ao soar do apito , ao sentir cada solavanco da máquina , vou fincando mais forte o pé para que os caminhos sejam mais vigorosos, mais cheios de mim, estejam dispostos a assumir todo o ônus pelas omissões passadas e anseando verdadeiramente superar cada limitação ...

Daí ao parar em cada estação vejo o quão tem sido gratificante a subida das escarpas, e a observação dos efeitos entusiasma ! minhas maçãs do rosto já se encharcam com as lágrimas da felicidade cotidiana ... e clareando a pele da face essas gotas trazem o sal para o meu rebanho ... as caldeiras de minha locomotiva carecem de mais lenha ...
e mesmo que lamente ceifar as filhas da floresta o faço por priorizar a jornada !

Não me importarei se ao me dirigir à última estação não tenha cumprido prazos e auto-determinações. Eu estou consciente da força da minha locomotiva , ela só poderá ir além se houver fogo nas caldeiras, o firme compromisso da manutenção da chama e a ciência da participação de todos na indireta e direta entrega de lenha à caldeira ...
(continua –ou não- na próxima !)


0h45minTrilha sonora : Amigo é pra essas coisas – MPB4

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Sem mais delongas !

O processo subliminar, de tentar através de meias palavras dizer coisas inteiras, é um artifício digamos inócuo quando as coisas são postas clara e objetivamente, e talvez a insistência de continuar a charadear o discurso termine o tornando bem aguado ...
sem "sustança" ... uma vez que não adiantarão para o esperado !

daí o melhor a se fazer é enchergar as coisas tal qual se apresentam e decidir pô-las assim mesmo dentro do próprio ideário ... acredito que os sentidos dados a realidade apartir de então serão aqueles tal qual se apresentem !

abdicar das delongas é a chave mais eficiente para a realidade ...
ou enchergamo-la como é ou continuaremos a vê-la distorcida !

acordemos ! ... a esperança não é a arte da paciência ... ela é o resultado da fria análise da realidade ...

as coisas mudam ... se mudarmos !

Sinal Fechado




– Olá! Como vai?
– Eu vou indo. E você, tudo bem?
– Tudo bem! Eu vou indo, correndo pegar meu lugar no futuro... E você?
– Tudo bem! Eu vou indo, em busca de um sono tranqüilo ... Quem sabe?
– Quanto tempo!
– Pois é, quanto tempo!
– Me perdoe a pressa - é a alma dos nossos negócios!
– Qual, não tem de quê! Eu também só ando a cem!
– Quando é que você telefona? Precisamos nos ver por aí!
– Pra semana, prometo, talvez nos vejamos...Quem sabe?
– Quanto tempo!
– Pois é...quanto tempo!
– Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das ruas...
– Eu também tenho algo a dizer, mas me foge à lembrança!
– Por favor, telefone
- Eu preciso beber alguma coisa,rapidamente...
– Pra semana...
– O sinal...
– Eu procuro você...
– Vai abrir, vai abrir...
– Eu prometo, não esqueço, não esqueço...
– Por favor, não esqueça, não esqueça...

– Adeus!
– Adeus!
– Adeus!

Paulinho da Viola


quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Alvorada

Alvorada
Lá no morro, que beleza
Ninguém chora, não há tristeza
Ninguém sente dissabor
O sol colorindo
É tão lindo, é tão lindo
E a natureza sorrindo
Tingindo, tingindo


Você também me lembra a alvorada
Quando chega iluminando
Meus caminhos tão sem vida
Mas o que me resta
É bem pouco, quase nada
Do que ir assim vagando
Numa estrada perdida

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Formosa

Formosa, não faz assim
Carinho não é ruim
Mulher que nega
Não sabe não
Tem uma coisa de menos
No seu coração

A gente nasce, a gente cresce
A gente quer amar

Mulher que nega
Nega o que não é para negar
A gente pega, a gente entrega
A gente quer morrer
Ninguém tem nada de bom sem sofrer
Formosa mulher !


Vinícius & Baden

Pout-pourri

Este Seu Olhar
A.C. Jobim


Este seu olhar
Quando encontra o meu
Fala de umas coisas
Que eu não posso acreditar

Doce é sonhar
É pensar que você
Gosta de mim
Como eu de você!


Mas a ilusão
Quando se desfaz
Dói no coração
De quem sonhou
Sonhou demais
Ah! se eu pudesse entender
O que dizem os teus olhos...

Dura na queda
Chico

Perdida
Na avenida
Canta seu enredo
Fora do carnaval
Perdeu a saia
Perdeu o emprego
Desfila natural


Esquinas
Mil buzinas
Imagina orquestras
Samba no chafariz
Viva a folia
A dor não presta
Felicidade, sim


O sol ensolará e estrada dela
A lua alumiará o mar
A vida é bela
O sol, estrada amarela
E as ondas, as ondas, as ondas, as ondas

Bambeia
Cambaleia
É dura na queda
Custa a cair em si
Largou a família
Bebeu veneno
E vai morrer de rir

Vagueia
Devaneia
Já apanhou à beça
Mas para quem sabe olhar
A flor também é
Ferida aberta
E não se vê chorar

O sol ensolará e estrada dela
A lua alumiará o mar
A vida é bela
O sol, estrada amarela
E as ondas, as ondas, as ondas, as ondas



A Palo Seco
Belchior

Se voce vier me perguntar por onde andei
No tempo em que voce sonhava
De olhos abertos lhe direi
Amigo eu me desesperava
Sei que assim falando pensas
Que esse desespero moda em 73
mas ando mesmo descontente
Desesperadamente eu falo (grito) em portugues

Tenho 25 anos de sonho e de sangue
E de América do Sul
Mas por forca deste destino
Um tango argentino
Me cai bem melhor que um blue
s

Sei que assim falando pensas
Que esse desespero moda em 73
Eu quero que esse canto torto
feito faca Corte a carne de voces



Cores ou pinceladas

A paixão desde muito cedo me despertou emoções fortes !

no entanto, dosá-las tem sido um desafio e tanto ... cultivo sempre um germe de paixão por entre as partes miocárdias e de quando em quando eles me surgem desenhando novas situações até com cores repetidas mas com um novo traçado ... mas logo vejo que a imagem não satisfaz a mim e aos que com ela tensiono atingir ... aí me ponho num dilema
mudo as cores ou as pinceladas?!

acho melhor é mudar o pintor!

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Flores no penteador

Uma forte fragrância me chama a atenção ...
Ela traz em nuas notas o marcante odor de um tempo que eu quero de novo
ela traz o tempo de minha avó ...
ou seria o tempo com minha avó ...

Lembro que aos 3 anos já era levado por ela para que estivesse sob o seu zelo ...
eu já esperava ansioso pelo seu carinho e para ver aquele rosto moreno , muito parecido com o de minha mãe, que trazia um quê de melancolia mas que tinha um ar gentil e amoroso ... que identificava e satisfazia as manhas de seu neto ...

Como sinto o tempo sem ela ...

eu era impessionado e achava fantástico as flores que ela cuidadosamente fazia com os tubos de desodorante ... e sob aquele penteador tinha um couco de cada coisa que a constituía ... seu vidros de perfumes ... as fotos dos netos (àquela época já haviam nascido todos) , a caneca de seu time do coração (q nunca foi o meu ! heheheheh), seu rádio de pilhas ... e outras tantas coisas que eu não lembro ...

ahhh o tempo de minha avó tinha papa de baunilha ... tinha bolinhos de feijão ... tinha "toicinho de fumêro" ....

o tempo dela ... tinha ela !

a hidrográfica

A caneta que ora deflora as pautas traz consigo o cerne da atualidade ...



Admirar o "ballet" da ,hoje, hidrográfica me coloca numa nova órbita.
órbita talvez não exprima o que eu vendo sentindo ...
tudo tem sido tão cheio de esperança que me tem dado até medo ... acreditam?!
Pois bem, desde o dia que esta "danada" passou a jogar em pautas, rascunhos, lâminas celulósicas em geral (hahahhahah) os meus espasmos , ela tem assistido o meu renovo ...
ora pelos quilos decididamente eliminados , ora pelo entusiasmo cuidadosamente acordado...
e próxima ao meu peito ela o tem sentido bater mais vigorosamente calando as bestas divagações a contento!